2 de fevereiro de 2015

Enxoval Low Cost

Quando engravidamos começamos a pensar em comprar milhares de coisas.

Mas nem sempre as carteiras chegam para os (muitos)  desejos de consumo que temos.

Quando estava grávida fui uma privilegiada, deram-me imensa roupa e em termos de roupa assumo que não tive grandes despesas nos primeiros meses de vida da minha filha.

No entanto também comprei roupas novas e fofinhas.

Só comecei a fazer o enxoval no último trimestre porque foi também quando descobri que ia ter uma menina.

No primeiro trimestre não comprei nada, nada mesmo. Apesar de ser mãe de primeira viagem estava muito consicente que as primeiras semanas de gravidez são de grande risco e cruciais.

Quando comecei a comprar roupas além das lojas de shopping optei também por lojas de roupa usada.

A primeira loja que fui foi a da Cruz vermelha.

Comprei imensas coisas completamente novas ou em óptimo estado. Desde mantas para o berço, vestidos, interiores, babygrows, etc.

Encontrei várias peças a menos de 30 centimos.

Comprei tambem a cama de grades da minha filha por apenas 20€. Tinha colchão mas preferi comprar um novo.

Fui também a outra loja solidária da Santa Casa da Mesericordia onde também comprei umas coisas fofinhas e a preços baixos.

A última do género que fui, foi a Kid to Kid. Essa loja existe por todo o país e tem imensas coisas giras em óptimo estado.



Foi lá que comprei o carrinho Loola da minha filha. Custou 100€ sem o ovo. Porque esse tinham-me oferecido.

Também pesquisei bastante no OLX, mas achava os preços muito exagerados, as pessoas inflaccionam imenso a roupa usada muitas das vezes ficando quase igual ao preço de compra. Com a desvantagem que não vemos a roupa e se a pessoa é de longe ainda podemos correr o risco de burla.

Por isso aconselho vivamente antes de comprarem coisas novas passarem por essas lojas porque podem encontrar coisas com imensa qualidade e a menos de metade do preço.

Outro sítio onde podem comprar interiores e roupa nova com qualidade é no Jumbo. Adoro os interiores deles. Não me recordo o preço mas cheguei a comprar muitos lá, ainda hoje em dia compro meia e sapatilhas para a princesa lá.

E por último não podia deixar de referir a Primark. Tem coisas magníficas, são lindas mas não duram muito. Mas para bebés pequeninos vale mesmo a pena, eles quase não estragam a roupa, sujam é muito com as fugas das fraldas.

Outra das minhas sugestões são as fraldas reutilizáveis. Existem muitas marcas, algumas bastante caras, mas tem as ALVA, que podem comprar online e por pouco mais de 100€ tem fraldas até ao desfralde do vosso filho ,estão a imaginar as centenas de euros que se poupam? Para não falar do quanto estão a ser amigos do ambiente.

Se for do vosso interesse posso fazer outro post sobre as fraldas ecológicas e onde as comprarem.

Espero que estas dicas sejam boas para vocês.

Eu sou da opinião que com as alternativas todas que temos, hoje em dia não é assim tão caro sustentar uma criança pequena. Os custos maiores vem mais tarde quando vão para a escola.

Se tiverem outras dicas de lojas deixem nos comentários.

10 de janeiro de 2015

Adopção - O lado menos cor-de-rosa



Este é um tema muito sensível. Mesmo para mim que o estou a escrever e estou habituada a lidar com o assunto, peço que me perdoem pela frontalidade e não me condenem pelos meus sentimentos.

Infelizmente (ou não), em Portugal o processo de adopção é muito burocrático. Mas já se perguntaram porque?!

É burocrático, moroso, doloroso e muitas outras coisas, mas necessário.



Tenho amigas que passaram pelo processo e o que mais me chocou foi o sofrimento que as crianças também passam quando já estão na parte de serem envolvidas no processo.

Mas como desde muito nova sempre fui a orfanatos e instituições de acolhimento conheci muitas histórias..

Já passou até na tv ( julgo que na SIC) há uns anos uma reportagem sobre a verdade da adopção.

Quando consultamos os questionários sobre as expectativas que tem sobre a criança a adoptar é unânime, querem bebés, caucasianos, sem deficiências e sem doenças.

Alguns ainda aceitam crianças em idade pré escolar mas a maioria seguem estes padrões.

Pois... mas caso não saibam a maioria das crianças em orfanatos e centros de acolhimento não são bebés mas sim crianças que já passaram os 7 anos, ou seja já são velhas para serem facilmente adoptadas.



Quando era adolescente tive um amigo num centro de acolhimento e ia visita-lo sempre que podia junto com uma rapariga que foi minha amiga naquele tempo também. 

Era tão doloroso. Por ele mas também por aqueles outros rapazes que estavam lá, só recebiam rapazes naquele centro em Campanhã no Porto, alguns eram mais novos do que eu, outros tinham a minha idade... eu devia ter uns 15/16 anos, ali ninguém falava de adopção ou famílias de acolhimento. Dali só haviam duas saídas, ou ficavam a trabalhar na instituição quando atingissem a maioridade ou arranjavam trabalho fora e ficavam por sua conta. Um dos monitores que nos recebia sempre tinha também ele estado em internato lá.

Eramos duas adolescentes, contávamos os trocos para ir da Maia para o Porto de autocarro e duvido que os nossos pais soubessem que íamos para aquele centro de acolhimento, íamos de mãos a abanar. A única coisa que tínhamos era vontade de visitar o nosso amigo e lhe fazer companhia. Sempre fomos super bem recebidas, apesar de sermos miúdas nunca nos negaram visitar o nosso amigo e os outros rapazes, sim, porque depois acabávamos por ter um grupo enorme de rapazes ao pé de nós e sabem o que sentia?! Sentia que eles tinham uma falta de carinho enorme.

Lembro-me de uma das visitas ter sido perto do Natal e de eles todos orgulhosos nos mostraram os trabalhos que fizeram para decorar o salão e à árvore de Natal. A árvore não tinha nenhum presente, mas nós éramos miúdas e também não tínhamos dinheiro para lhes dar.

Esse foi o meu primeiro contacto mais sério e constante com um centro de acolhimento.

Conheci muitos outros agora que se passaram 10 anos desde essa altura.

E também conheci os rejeitados, os que nunca foram adoptados e os que foram devolvidos. Sim, leram bem... devolvidos.

Parece que estou a falar de objectos não é? Acreditem que só de escrever estou com um nó na garganta.

O lado menos bonito da adopção e quando os pais se tornam incompatíveis com a criança. 
Os casos são tantos que vocês nem imaginam.

Acontece mais/menos assim, a família passou por todo o processo de adopção com todas aquelas burocracias e ficou declarado que estão aptos a adoptar uma criança. Deve ser uma alegria enorme para essa família saber que finalmente vão ter um filho ou que vão aumentar o nr de filhos... mas... as coisas não são tão cor de rosa como sonharam, a verdade é que uma criança que esteve num centro de acolhimento já trás uma grande bagagem, se foi ali parar não foi de certeza por terem uma vida fácil.

Apesar de precisarem de muito amor, há muita revolta e quanto mais perto estão da adolescência mais capacidade de gestão emocional precisa de ter a família. Pior ainda se a criança já passou por outras casas e não correu bem.

Não podem simplesmente esperar que aquela criança esqueça o passado e finja que nada aconteceu para apreciar as coisas que vocês lhes estão a dar.

Depois da incompatibilidade ou dos problemas que a criança tem/cria aumentarem, acontecem as devoluções e desistências de adopção.

Adoptar um bebé é diferente, mas sabem que tb há bebés devolvidos?!

Acreditem que a verdade por trás da adopção é muito dura.

Ser mãe e pai é um trabalho e um compromisso para a vida. Todos os pais e filhos tem desavenças e incompatibilidade de feitios. Estava bem lixada se a minha mãe me quisesse devolver de cada vez que discutíamos na minha difícil adolescência.

Se vão assumir um compromisso dessa dimensão tenham a noção das proporções dele. Tentem tornar-se primeiro família de acolhimento de algumas crianças e verem como vivem essa experiência, o que sentem, se seriam mesmo capazes de levar isso para a vida.

Nós fomos família de acolhimento de uma menina de 12 anos durante cerca de um ano. Essa história fica para um outro post. Mas não foi fácil.

O lição que tirei dessa experiência é que primeiro não seria capaz de adoptar uma criança. Sim leram bem, poderia acolher centenas se tivesse dinheiro, mas adoptar não. Tenho uma filha que foi gerada dentro de mim, a primeira pergunta que me faço é se amaria um filho adoptivo da mesma forma. A resposta é não. 
Atenção que não amar da mesma maneira não significa ausência de amor, mas hoje sei que não seria igual.

Não sei se vos choca ouvir isto de mim, mas estou a ser sincera. Se seria capaz de cuidar e amar outra criança? Claro que sim, mas nunca da mesma forma que amo a minha filha. E é aí mesmo que muitos pais se enganam a si mesmos a achar que seriam capazes de o fazer.



A menina que acolhi foi muito bem tratada ainda hoje em dia recebo elogios pela forma como a tratei e eu não a devolvi, isso NUNCA, aliás, tenho saudades dela e foi uma grande experiência para mim. Mas se foi fácil? Não, não foi.

Alguns de vocês devem saber que tenho o Anly comigo, sou também família de acolhimento dele. Se é fácil? Não, não é, mas eu sou a única esperança dele e farei o possível para lhe garantir um bom futuro.

Se pensarem adoptar tentem passar primeiro pela experiência de serem uma família temporária de acolhimento. Vão fazer uma criança feliz e vão aprender muito.

E incentivo a todos os casais que estejam a ler a sê-lo, podem receber crianças só ao fim de semana para elas não passarem esse tempo todo nos internatos.

Acreditem vão aprender tanto e vão ganhar tanto com isso.

Há uma associação chamada Mundos de Vida, podem ver também o facebook deles aqui. Podem consultar o site, além de crianças também existem idosos a precisar do vosso amor. 


Devem haver outras pelo país. Se vocês estiverem economicamente e emocionalmente estáveis não deixem de passar por essa fantástica experiência.



7 de janeiro de 2015

Primeiro estranha-se, depois entranha-se...

Acho que o titulo deste post descreve bem o meu meu sentimento em relação ao que vos venho falar agora.

Foi em 2013 que descobri os passatempos no facebook, eu que nunca tinha ganho nenhum prémio nesse tipo de concursos resolvi entrar para experimentar e lá fui ganhando umas coisinhas.

Só participava em passatempos simples do facebook, like, partilhar e gostar da página. Foi quando provavelmente através de um passatempo que conheci a página da Marta.

Eu não seguia muitos blogs, os que seguia eram os blogs mais conhecidos e alguns sobre maternidade, mas esses blogues eram os ditos de topo, que não tinham tempo nenhum para os seguidores. Ou seja, eu comentar na página desses blogs era o mesmo que comentar na página do CR7, nunca me iam responder.

Entretanto deixei de participar em passatempos, mas foi continuei a ler as páginas e blogues que conheci através deles.

Numa madrugada que fiquei a trabalhar até tarde, tinha estado a enviar emails para clientes pois naquela altura era o único tempo livre que me restava, depois de ter acabado estava cansada mas não conseguia dormir. Uma verdadeira insónia...

Então estava a "passear" pelo facebook para ganhar sono, quando comecei a ver posts da Marta no meu feed de noticias, naquela altura o face ainda não era tão restritivo e apareciam muitas coisas sobre páginas no feed. eram perguntas e estava a interagir imenso com os seguidores, acabei por me meter na conversa e foi uma grande risota, lembro-me que ela até chegou de premiar as melhores respostas nessa noite.

Foi desde esse dia que passei a seguir a página quase diariamente, sinceramente pouco ou nada comentava, mas achava piada e até um pouco estranho tanto dinamismo entre bloguer e seguidores, mas gostava de ler e passei a fazê-lo quase sempre.

Aquela página era mesmo diferente, não seguia o politicamente correcto que a grande maioria dos blogs seguiam, mas demonstrava sim uma espontaneidade enorme e muita autenticidade.

Lembro-me que passei a dar ainda mais valor à Marta quando ela publicou uma foto sem maquilhagem, foi a primeira vez que a vi sem maquilhagem, mas ela entretanto já o fez muitas outras vezes, não me perguntem porque gostei, mas valorizei a atitude, pois muitas bloguers não o fazem.

Na minha opinião se o blog cresceu tanto, deve-se sem duvida a ser um blog genuíno.

Muitos de vocês já devem saber que estou a falar do blog e página da Essências Make Up por Marta V.



Mais recentemente tornei-me amiga da Marta, embora eu já a conhecesse bem por a acompanhar no blog, ela pouco ou nada conhecia de mim.

Foi sempre super querida e ajudou (e ajuda) muito o meu blog a crescer, deu-me boas dicas que tiveram o seu efeito.

Gosto muito dela e temos uma coisa em comum, somos mulheres de causas. Quando recentemente uma amiga teve problemas com a sua bebé prematura extrema a Marta nem pestanejou, mal lhe pedi ajuda foi incansável na partilha e divulgação da causa.

Posso vos dizer que o pedido que fiz à Marta fiz a dezenas de outros blogs logo no primeiro dia que aconteceu, sabem que mais?! Mais de metade não me respondeu até hoje, outros responderam que iam divulgar e não o fizeram, pelo menos nas páginas do blog não. Mas sabem o mais irónico?! Quando o caso se tornou mediático, passando a toda a hora na TV, 90% dessas que me ignoraram, começaram a partilhar nas páginas delas, porque ficava bem, porque todos o estavam a fazer. A Marta e a Pipoca foram das primeiras a partilhar o meu pedido e de amigas minhas. Não dizem que  Pipoca é a maior blogger de Portugal? Para mim a Marta está no mesmo nível e essas outras armadas em bloggers vip para mim depois desse trágico acontecimento são zero.

Aproveito a deixa para agradecer a todos que partilharam a causa e as centenas de mensagens que recebi de resposta ao meu pedido.

Mas voltando ao assunto da Marta, porque "essazinhas" nem merecem o meu tempo.
Quando ela soube do meu trabalho social na associação/orfanato, prontificou-se a ajudar, divulgando os casos que vou escrevendo para o blog dela. Acreditem que foi mais uma atitude nobre da parte dela, conheço tantas pessoas que conhecem o meu trabalho e alguns até estão bem perto e tem muito dinheiro e simplesmente viram a cara.

Resumindo se não conhecem o blog estão obrigados a passar por lá. Se gostam de prémios o blog organiza dezenas de passatempos com marcas espectaculares. Posso vos dizer que se não é o blog que mais (e melhores) prémios dá, deve estar mesmo lá perto. 

O sucesso do Essenciais por Marta V. e da página Essenciais Make Up por Marta V. devese ao enorme trabalho e dedicação da Marta.




Obrigada Marta.

E vocês conhecem o blog? Gostava de saber as vossas opiniões.

Beijinhos 

Sofia

3 de janeiro de 2015

TAG | Ano Novo

Encontrei esta Tag no blog The Blue Eyes Girl é uma blogger que conheci recentemente, é mesmo linda ela e tem um blog recente por isso vamos passar por lá e segui-la, muitas vezes quanto mais pequenos são os bloggs maior a sua autenticidade. Como ela convidava todos os que quisessem responder à Tag para o fazer, aqui estou eu com mais uma TAG neste novo ano.




O que gostas-te mais neste ano 2014?

Foi um ano complicado, mas talvez o que mais posso destacar foram as amizades que fui criando e ter sido um ano de muita saúde, também foi o ano que iniciei a minha RA ( Reeducação Alimentar), por tanto um ano em que mudei a minha vida.

Se pudesses mudar algo no ano que passou, o que mudarias?

Alguns erros que cometi, fizeram-me crescer, mas se pudesse realmente mudava.

A frase do ano 2014?

"Se eu não gostar de mim, quem gostará?!"

Festejas a passagem de ano?

Sim, desde que me lembro de ser gente. Adoro festas, por isso não podia deixar de festejar.

Tens algum ritual de passagem de ano?

Nenhum em especial, apenas entrar no novo ano com bons pensamentos.

Que cor costumas usar no dia 31 para 1?

Tento sempre usar uma roupa nova.

Tens alguma superstição?

Algumas, gosto de dar o primeiro passo do ano com o pé direito.

Quais os teus maiores desejo para 2015?

Tenho bastantes projectos, que vos falarei deles na medida em que se forem realizando.

Algo material que queiras ter em 2015?

Sim, principalmente uma Bimby, vamos ver se é desta.


Espero que tenham gostado e se quiserem respondam também a esta TAG no vosso blog.

2 de janeiro de 2015

Tag : A Minha Primeira Vez

A minha primeira palavra?

Segundo a minha mãe foi mesmo mamã.

O meu primeiro animal de estimação?

Um cadela abandonada que os meus pais acolheram quando eu ainda era muito pequenina, a Fany.


A minha primeira viagem?

Foi de Braga para a Maia, visto que nasci lá e vim com poucos meses para a Maia


A minha primeira viagem de avião?

Já era bem grandinha, tinha 21 anos e morri de medo, quase tanto como ainda morro hoje em dia que ando tanto de avião.


A Minha primeira paixão?

Tenho mesmo de falar disto?! Foi no 8º ano e até lhe escrevi uma carta de amor hahaha


A minha primeira escola?

Foi a Escola Primária da Cidade Jardim (saudades)


O meu primeiro beijo ?

Acho que tinha 14 anos.

O meu primeiro telemóvel ?

Acho que tinha 13 anos.


O meu primeiro computador ?

Foi aos 14 ou 15 anos.

O meu primeiro carro?

Foi prenda no dia que fiz 20 anos.


O meu primeiro filho?

Foi aos 24 anos, neste caso filha e única, para já.


O primeiro blog que eu comecei a acompanhar?

Não sei ao certo, comecei a ler alguns blogs primeiro do Brasil e mais recentemente bloggers portuguesas.

Espero que tenham gostado, assim ficam a conhecer um pouco mais sobre mim.

Beijinhos e Feliz 2015.



30 de dezembro de 2014

Intercâmbio cultural remunerado - Au Pair - Ser ama no estrangeiro

Eu sempre quis viver no estrangeiro. Mas não falava inglês, apenas francês e espanhol, o que fechava um bocadinho as minhas oportunidades.

Em 2009 comecei a pensar nessa ideia a serio. Era nova, nao tinha filhos e apesar de ter emprego precisava de novos desafios.

Pessoalmente não queria ir para o estrangeiro para enriquecer mas queria arranjar uma alternativa a ter de ser empregada de limpeza (nada contra, mas eu tinha um bom emprego, não ia mudar para algo pior só por querer emigrar)

Foi quando numa das minhas muitas pesquisas encontrei vários artigos sobre ser au pair.

É um termo francês que significa "par" "igual", vejam a definição aqui

Basicamente consistia em ir para um país estrangeiro cuidar das crianças e estudar numa escola da língua local para aprende-la e aperfeiçoa-la, ensinar à família outra cultura e também aprender a deles.

Digamos que é uma espécie de intercâmbio cultural.

Em troca de cuidarem das crianças recebem um pequeno salário (bastante pequeno) casa, comida e alguma famílias generosas pagam o curso da língua.

Vi que no Brasil muitas jovens ansiavam por essa oportunidade para irem para os Estados unidos.

Registei-me em 3 ou 4 sites.

Procurei famílias.

Primeiro estava indecisa em relação ao país. Em França só me apareciam famílias que vivam muito longe de um aeroporto então deixou de ser opção.
Em Espanha já tinha lá estado uma temporada e falo o suficiente de espanhol.

A opção acabou por ser Inglaterra. Londres. Apesar de Londres ser grande tem bons transportes o que facilita chegar a qualquer um dos aeroportos.

Apareceram nas minhas pesquisas algumas famílias portuguesas que recebiam au pairs mas acabei por me decidir por uma família grega que tinha dois bebés gémeos. Penso que na altura tinham 9 meses.

Trocamos muitos emails sempre com a ajuda do tradutor do Google porque eu não falava mesmo nada. Tudo me parecia bem. Mas achava estranho eles nunca me terem telefonado. Achei que era por lhes ter alertado que não falava mesmo nada de inglês.

Tinha os nomes deles e onde trabalhavam, eram médicos.

A viagem de ida é sempre paga pela au pair para evitar burlas.

Recebi então um postal deles. Muito bonito a dizer que eu era bem-vinda na família e fiquei em êxtase.

O salário que eles pagavam estava bastante acima da média e eu ia ter uma nova vida.

Depois da euforia inicial resolvi analisar bem o postal. Qual não é o meu espanto que a assinatura não coincidia com o nome de nenhum deles.

Fiquei muito assustada e triste e depois de consultar o consulado português em Londres e o de Inglaterra em Portugal nenhum deles dava o menor apoio, ou seja podia ser vítima de alguma rede de tráfico de pessoas. Desisti.

Mas a minha vontade manteve-se. Por sorte pouco tempo depois uma família portuguesa contactou-me.

O melhor de tudo é que viriam a Portugal fazer me entrevista (este não é um procedimento habitual).

Conheci a família e as crianças e adorei-os e eles pelos vistos também gostaram de mim porque acabei por ser a escolhida.

Menos de um mês depois lá estava eu no aeroporto, seria a primeira vez que viajaria sozinha de avião.

Ia aproveitar que só começava a trabalhar em Setembro e passei uma semana de férias em Londres com amigos que viviam lá.

Assumo que na primeira noite no hotel desatei a chorar, estava com medo. Tinha largado o emprego a família e os amigos.

Mas a minha experiência como emigrante deixo para um outro post.




Fui então finalmente para a casa. Era enorme e muito bonita.

As crianças e eu criamos de imediato uma enorme afinidade.

Tinha folga aos sábados a tarde e o domingo até à noite que era quando tinha de voltar a casa.

Mas ao fim de uns dias vi que tinha sido enganada.
Fazia o dobro do trabalho que tinha sido combinado.

Tinha imenso trabalho, eu não era uma au pair mas sim uma empregada interna.

Ao fim do dia estava tão cansada que chegava à cama e aterrava.

Eu não fui maltratada, apenas tinha muito trabalho para fazer, o dobro do inicialmente acordado.

Ao fim de uns meses acabei por desistir.

Teve as suas coisas boas.

Esforcei me muito e aprendi a língua. Abri a minha conta no banco sozinha sem ajuda de ninguém.

Já conseguia manter uma conversa básica e gostava muito das aulas.

Aprendi bastante sobre a cultura e ao fim de um tempo apaixonei-me por Inglaterra.

Aprendi muitas coisas da cultura inglesa, aprendi a falar com sotaque britânico e o pior de tudo tornei-me viciada em compras, Londres é uma cidade pecado para compras.

Se tivesse sido uma au pair de verdade e apenas tomado conta das crianças tinha sido maravilhoso.

Mas este é o meu exemplo real, conheci outras au pairs quando estava lá e tinham uma vida muito melhor que a minha, também conheci outras em situação muito pior.

Existem vários tipos de au pair.

As que só tomam conta das crianças
As que tomam conta das crianças e ajudam algumas tarefas e existem as que são como empregadas internas mal remuneradas.

Os salários são pagos por semana e varia de 75€ para 150€. Se alguém pagar mais fiquem logo de pé atrás.

Procurem também uma agência que vos disponibilize um seguro, vocês tem de pagar para se inscrever nesse site que vos dá um seguro, mas assim ficam com a certeza que o vosso intercambio está assegurado e vai tudo correr bem (podendo mesmo trocar de família)

Os sites são estes:

Find Au Pair (foi neste que fui chamada pelas duas famílias)


Existem outros sites, com uma simples pesquisa podem encontrar vários e muita informação sobre o tema.
Se tiverem dúvidas perguntem, eu responderei a tudo nos comentários. 

29 de dezembro de 2014

Companheiras de maternidade - Fóruns e Grupos de Apoio

Sempre gostei de ler muito e de me manter bem informada sobre muitos temas, de me cultivar.

Mas assumo que quando engravidei o tema gravidez e maternidade era um mundo quase desconhecido para mim. Primeiro porque pouco ou nada tinha lidado com grávidas e segundo porque lidei com poucos bebés pequeninos.

 Mal descobri que estava grávida comecei a devorar todas as informações sobre o tema. Muitas das minhas perguntas inseridas no google encontrava respostas no fórum De Mãe para Mãe, acabei por me registar no fórum e começar a lê-lo com frequência. 



Depois passei o segundo trimestre da gravidez quase todo a vomitar e fiquei bastante debilitada acabando por me ausentar da internet e passando os meus dias deitada e a rezar para que Deus me desse forças para sobreviver. 

Felizmente o terceiro trimestre da gravidez foi espectacular e acabei por ter todo o tempo do mundo e saúde para me dedicar por completo à gravidez e usufruir desses dias que estavam a ser os melhores da minha vida. 

Só descobri que ia ter uma menina já às 30 semanas. Ela já revelava uma personalidade muito forte na barriga.

 Então foi nessa altura que encontrei um grupo com varias dezenas de mães com a DPP (data prevista para o parto) igual à minha. Ou seja elas todas tinham passado por coisas semelhantes às minhas e foram umas grandes parceiras de gravidez.

 Percebi que no fórum existem grupos com as DPP de cada mês. Por exemplo, vocês estão gravidas e vão ter o vosso bebé em Janeiro, podem ir ao fórum e pesquisar pelo grupo com a DPP de Janeiro
A maioria das mães do forum, acabam por criar um grupo secreto no facebook, onde fica mais fácil a comunicação diária e quase constante. 

Assumo que no fórum lia coisas que me deixavam preocupada e às vezes um pouco transtornada, porque lê-mos de tudo e uma grávida faz verdadeiras novelas, ao ler relatos muito negativos interioriza tudo. Mas no grupo do facebook que se tornou mais privado sempre me senti muito bem e era maravilhoso acompanhar outras mães que estavam na mesma situação que eu. 

O mais engraçado é que algumas até tiveram os filhos no mesmo hospital e em dias próximos. Foi o meu caso, uma das mamãs teve o seu bebé no mesmo hospital que eu e no dia seguinte. Infelizmente não a encontrei porque tive imensas dores no pós-parto e quase não me movimentava. 

Hoje passados 3 anos ainda pertenço ao grupo e partilhamos diariamente as aventuras da maternidade e até mesmo outras coisas. Mais do que companheiras desta grande viagem que é a maternidade, hoje somos amigas e não me imagino já a viver sem elas e os pequeninos todos, aconselho a todas as grávidas a entrarem num desses grupos. 

É muito bom para comparar a evolução e partilhar informações relevantes.

 Sem dúvida que o grupo colaborou para que eu fosse uma mãe ainda melhor.

Deixo-vos aqui os links dos fóruns que conheço:



Baby Center (Forúm de mães na grande maioria brasileiras)

Gostava de ouvir a vossa experiência, se também fazem parte de um desses grupos e se foi tão positivo como para mim. 

Acho que vai ser muito giro a minha filha quando crescer ter tantos amigos a fazer anos tão perto do dia dela.