3 de janeiro de 2015

TAG | Ano Novo

Encontrei esta Tag no blog The Blue Eyes Girl é uma blogger que conheci recentemente, é mesmo linda ela e tem um blog recente por isso vamos passar por lá e segui-la, muitas vezes quanto mais pequenos são os bloggs maior a sua autenticidade. Como ela convidava todos os que quisessem responder à Tag para o fazer, aqui estou eu com mais uma TAG neste novo ano.




O que gostas-te mais neste ano 2014?

Foi um ano complicado, mas talvez o que mais posso destacar foram as amizades que fui criando e ter sido um ano de muita saúde, também foi o ano que iniciei a minha RA ( Reeducação Alimentar), por tanto um ano em que mudei a minha vida.

Se pudesses mudar algo no ano que passou, o que mudarias?

Alguns erros que cometi, fizeram-me crescer, mas se pudesse realmente mudava.

A frase do ano 2014?

"Se eu não gostar de mim, quem gostará?!"

Festejas a passagem de ano?

Sim, desde que me lembro de ser gente. Adoro festas, por isso não podia deixar de festejar.

Tens algum ritual de passagem de ano?

Nenhum em especial, apenas entrar no novo ano com bons pensamentos.

Que cor costumas usar no dia 31 para 1?

Tento sempre usar uma roupa nova.

Tens alguma superstição?

Algumas, gosto de dar o primeiro passo do ano com o pé direito.

Quais os teus maiores desejo para 2015?

Tenho bastantes projectos, que vos falarei deles na medida em que se forem realizando.

Algo material que queiras ter em 2015?

Sim, principalmente uma Bimby, vamos ver se é desta.


Espero que tenham gostado e se quiserem respondam também a esta TAG no vosso blog.

2 de janeiro de 2015

Tag : A Minha Primeira Vez

A minha primeira palavra?

Segundo a minha mãe foi mesmo mamã.

O meu primeiro animal de estimação?

Um cadela abandonada que os meus pais acolheram quando eu ainda era muito pequenina, a Fany.


A minha primeira viagem?

Foi de Braga para a Maia, visto que nasci lá e vim com poucos meses para a Maia


A minha primeira viagem de avião?

Já era bem grandinha, tinha 21 anos e morri de medo, quase tanto como ainda morro hoje em dia que ando tanto de avião.


A Minha primeira paixão?

Tenho mesmo de falar disto?! Foi no 8º ano e até lhe escrevi uma carta de amor hahaha


A minha primeira escola?

Foi a Escola Primária da Cidade Jardim (saudades)


O meu primeiro beijo ?

Acho que tinha 14 anos.

O meu primeiro telemóvel ?

Acho que tinha 13 anos.


O meu primeiro computador ?

Foi aos 14 ou 15 anos.

O meu primeiro carro?

Foi prenda no dia que fiz 20 anos.


O meu primeiro filho?

Foi aos 24 anos, neste caso filha e única, para já.


O primeiro blog que eu comecei a acompanhar?

Não sei ao certo, comecei a ler alguns blogs primeiro do Brasil e mais recentemente bloggers portuguesas.

Espero que tenham gostado, assim ficam a conhecer um pouco mais sobre mim.

Beijinhos e Feliz 2015.



30 de dezembro de 2014

Intercâmbio cultural remunerado - Au Pair - Ser ama no estrangeiro

Eu sempre quis viver no estrangeiro. Mas não falava inglês, apenas francês e espanhol, o que fechava um bocadinho as minhas oportunidades.

Em 2009 comecei a pensar nessa ideia a serio. Era nova, nao tinha filhos e apesar de ter emprego precisava de novos desafios.

Pessoalmente não queria ir para o estrangeiro para enriquecer mas queria arranjar uma alternativa a ter de ser empregada de limpeza (nada contra, mas eu tinha um bom emprego, não ia mudar para algo pior só por querer emigrar)

Foi quando numa das minhas muitas pesquisas encontrei vários artigos sobre ser au pair.

É um termo francês que significa "par" "igual", vejam a definição aqui

Basicamente consistia em ir para um país estrangeiro cuidar das crianças e estudar numa escola da língua local para aprende-la e aperfeiçoa-la, ensinar à família outra cultura e também aprender a deles.

Digamos que é uma espécie de intercâmbio cultural.

Em troca de cuidarem das crianças recebem um pequeno salário (bastante pequeno) casa, comida e alguma famílias generosas pagam o curso da língua.

Vi que no Brasil muitas jovens ansiavam por essa oportunidade para irem para os Estados unidos.

Registei-me em 3 ou 4 sites.

Procurei famílias.

Primeiro estava indecisa em relação ao país. Em França só me apareciam famílias que vivam muito longe de um aeroporto então deixou de ser opção.
Em Espanha já tinha lá estado uma temporada e falo o suficiente de espanhol.

A opção acabou por ser Inglaterra. Londres. Apesar de Londres ser grande tem bons transportes o que facilita chegar a qualquer um dos aeroportos.

Apareceram nas minhas pesquisas algumas famílias portuguesas que recebiam au pairs mas acabei por me decidir por uma família grega que tinha dois bebés gémeos. Penso que na altura tinham 9 meses.

Trocamos muitos emails sempre com a ajuda do tradutor do Google porque eu não falava mesmo nada. Tudo me parecia bem. Mas achava estranho eles nunca me terem telefonado. Achei que era por lhes ter alertado que não falava mesmo nada de inglês.

Tinha os nomes deles e onde trabalhavam, eram médicos.

A viagem de ida é sempre paga pela au pair para evitar burlas.

Recebi então um postal deles. Muito bonito a dizer que eu era bem-vinda na família e fiquei em êxtase.

O salário que eles pagavam estava bastante acima da média e eu ia ter uma nova vida.

Depois da euforia inicial resolvi analisar bem o postal. Qual não é o meu espanto que a assinatura não coincidia com o nome de nenhum deles.

Fiquei muito assustada e triste e depois de consultar o consulado português em Londres e o de Inglaterra em Portugal nenhum deles dava o menor apoio, ou seja podia ser vítima de alguma rede de tráfico de pessoas. Desisti.

Mas a minha vontade manteve-se. Por sorte pouco tempo depois uma família portuguesa contactou-me.

O melhor de tudo é que viriam a Portugal fazer me entrevista (este não é um procedimento habitual).

Conheci a família e as crianças e adorei-os e eles pelos vistos também gostaram de mim porque acabei por ser a escolhida.

Menos de um mês depois lá estava eu no aeroporto, seria a primeira vez que viajaria sozinha de avião.

Ia aproveitar que só começava a trabalhar em Setembro e passei uma semana de férias em Londres com amigos que viviam lá.

Assumo que na primeira noite no hotel desatei a chorar, estava com medo. Tinha largado o emprego a família e os amigos.

Mas a minha experiência como emigrante deixo para um outro post.




Fui então finalmente para a casa. Era enorme e muito bonita.

As crianças e eu criamos de imediato uma enorme afinidade.

Tinha folga aos sábados a tarde e o domingo até à noite que era quando tinha de voltar a casa.

Mas ao fim de uns dias vi que tinha sido enganada.
Fazia o dobro do trabalho que tinha sido combinado.

Tinha imenso trabalho, eu não era uma au pair mas sim uma empregada interna.

Ao fim do dia estava tão cansada que chegava à cama e aterrava.

Eu não fui maltratada, apenas tinha muito trabalho para fazer, o dobro do inicialmente acordado.

Ao fim de uns meses acabei por desistir.

Teve as suas coisas boas.

Esforcei me muito e aprendi a língua. Abri a minha conta no banco sozinha sem ajuda de ninguém.

Já conseguia manter uma conversa básica e gostava muito das aulas.

Aprendi bastante sobre a cultura e ao fim de um tempo apaixonei-me por Inglaterra.

Aprendi muitas coisas da cultura inglesa, aprendi a falar com sotaque britânico e o pior de tudo tornei-me viciada em compras, Londres é uma cidade pecado para compras.

Se tivesse sido uma au pair de verdade e apenas tomado conta das crianças tinha sido maravilhoso.

Mas este é o meu exemplo real, conheci outras au pairs quando estava lá e tinham uma vida muito melhor que a minha, também conheci outras em situação muito pior.

Existem vários tipos de au pair.

As que só tomam conta das crianças
As que tomam conta das crianças e ajudam algumas tarefas e existem as que são como empregadas internas mal remuneradas.

Os salários são pagos por semana e varia de 75€ para 150€. Se alguém pagar mais fiquem logo de pé atrás.

Procurem também uma agência que vos disponibilize um seguro, vocês tem de pagar para se inscrever nesse site que vos dá um seguro, mas assim ficam com a certeza que o vosso intercambio está assegurado e vai tudo correr bem (podendo mesmo trocar de família)

Os sites são estes:

Find Au Pair (foi neste que fui chamada pelas duas famílias)


Existem outros sites, com uma simples pesquisa podem encontrar vários e muita informação sobre o tema.
Se tiverem dúvidas perguntem, eu responderei a tudo nos comentários. 

29 de dezembro de 2014

Companheiras de maternidade - Fóruns e Grupos de Apoio

Sempre gostei de ler muito e de me manter bem informada sobre muitos temas, de me cultivar.

Mas assumo que quando engravidei o tema gravidez e maternidade era um mundo quase desconhecido para mim. Primeiro porque pouco ou nada tinha lidado com grávidas e segundo porque lidei com poucos bebés pequeninos.

 Mal descobri que estava grávida comecei a devorar todas as informações sobre o tema. Muitas das minhas perguntas inseridas no google encontrava respostas no fórum De Mãe para Mãe, acabei por me registar no fórum e começar a lê-lo com frequência. 



Depois passei o segundo trimestre da gravidez quase todo a vomitar e fiquei bastante debilitada acabando por me ausentar da internet e passando os meus dias deitada e a rezar para que Deus me desse forças para sobreviver. 

Felizmente o terceiro trimestre da gravidez foi espectacular e acabei por ter todo o tempo do mundo e saúde para me dedicar por completo à gravidez e usufruir desses dias que estavam a ser os melhores da minha vida. 

Só descobri que ia ter uma menina já às 30 semanas. Ela já revelava uma personalidade muito forte na barriga.

 Então foi nessa altura que encontrei um grupo com varias dezenas de mães com a DPP (data prevista para o parto) igual à minha. Ou seja elas todas tinham passado por coisas semelhantes às minhas e foram umas grandes parceiras de gravidez.

 Percebi que no fórum existem grupos com as DPP de cada mês. Por exemplo, vocês estão gravidas e vão ter o vosso bebé em Janeiro, podem ir ao fórum e pesquisar pelo grupo com a DPP de Janeiro
A maioria das mães do forum, acabam por criar um grupo secreto no facebook, onde fica mais fácil a comunicação diária e quase constante. 

Assumo que no fórum lia coisas que me deixavam preocupada e às vezes um pouco transtornada, porque lê-mos de tudo e uma grávida faz verdadeiras novelas, ao ler relatos muito negativos interioriza tudo. Mas no grupo do facebook que se tornou mais privado sempre me senti muito bem e era maravilhoso acompanhar outras mães que estavam na mesma situação que eu. 

O mais engraçado é que algumas até tiveram os filhos no mesmo hospital e em dias próximos. Foi o meu caso, uma das mamãs teve o seu bebé no mesmo hospital que eu e no dia seguinte. Infelizmente não a encontrei porque tive imensas dores no pós-parto e quase não me movimentava. 

Hoje passados 3 anos ainda pertenço ao grupo e partilhamos diariamente as aventuras da maternidade e até mesmo outras coisas. Mais do que companheiras desta grande viagem que é a maternidade, hoje somos amigas e não me imagino já a viver sem elas e os pequeninos todos, aconselho a todas as grávidas a entrarem num desses grupos. 

É muito bom para comparar a evolução e partilhar informações relevantes.

 Sem dúvida que o grupo colaborou para que eu fosse uma mãe ainda melhor.

Deixo-vos aqui os links dos fóruns que conheço:



Baby Center (Forúm de mães na grande maioria brasileiras)

Gostava de ouvir a vossa experiência, se também fazem parte de um desses grupos e se foi tão positivo como para mim. 

Acho que vai ser muito giro a minha filha quando crescer ter tantos amigos a fazer anos tão perto do dia dela.

28 de dezembro de 2014

Papisa Joana

Não sei ao certo em que dia foi, mas estava a ver o canal Travel, que eu adoro, e estavam a contar mistérios sobre o Vaticano e a religião católica. 
Quem me conhece sabe que sou uma pessoa muito crente em Deus e sou uma pessoa de fé, mas costumo dizer que acredito em Deus e não nos homens. Acredito em boa parte das fundações da igreja católica, mas também sei que a mesma precisa de uma renovação, precisa de acompanhar o desenvolvimento da sociedade e deixar de parte alguns dos seus dogmas.

Além disso, já estudei bastante sobre religião para perceber que as mulheres foram completamente abolidas da história da igreja, eu acredito realmente que Maria Madalena era um dos apóstolos de Jesus Cristo.

Então, quando estava a ver esse programa, falaram que já existiu um Papa mulher, ou seja uma Papisa.

Segundo a história foi uma mulher que se disfarçou de homem e se destacou entre todos pela sua inteligência, acabando por ser elegido(a) pelo conclave para Papa.

Joana governou a igreja durante dois ou três anos como o nome de Papa João VII.

Segundo a historia acabou por ser descoberta num dia que estava num cortejo e começou com dores de parto, acabando por dar à luz em frente da população, tendo sido apedrejada e acabando por morrer.

Segundo o que vi na televisão toda a igreja fez de tudo para apagar a sua existência na história.

A maioria dos historiadores consideram apenas uma lenda criada por ortodoxos, mas a realidade é que a papisa tem até uma capela muito antiga que está ao abandono em Roma.

Sendo verdade ou não, a realidade é que Joana se tornou até num dos arcanos do Tarot, a Papisa.




Imagens que presentam a Papisa Joana.

Sabiam desta lenda?







27 de dezembro de 2014

MGF - Mutilação Genital Feminina

Até há alguns anos era algo que eu desconhecia por completo. Não sei ao certo a primeira vez que tive conhecimento que isto acontecia, mas penso que foi com um dos muitos livros que entretanto já li e falavam sobre o tema.
O livro Mutilada de Khady, foi muito duro, assumo que as palavras eram tão fortes que quase deu para sentir a dor gritante presente nele.

A MGF resumindo por minhas palavras tem em vários países a explicação sobre a religião, mas falando com os lideres da mesma, eles distanciam-se dessas práticas. A realidade é que estas atrocidades já eram feitas muito antes das principais religiões chegarem a África e ao mundo.

Existem vários tipos de mutilações, sendo que alguns passam pelo corte parcial do clitóris e costura dos grandes lábios da vagina, a pior de todas é a faraónica, diz-se ter tido origem no Egipto, mas está espalhada por vários países, consiste na remoção total do clitóris, pequenos lábios e costura dos grandes lábios.

Para piorar uma situação que não parecia poder ser pior, as mutilações são feitas com laminas não esterilizadas, muitas vezes a mesma lamina serve para cortar dezenas de raparigas. Podendo levar a contaminação de doenças.

Muitas raparigas morrem após esta atrocidade, algumas pela hemorragia, outras por infecções e quase todas tem complicações no futuro.

Hoje trago-vos algumas fotos tiradas peço fotografo Siegdfried Modola da agência Reuters.

As fotos foram tiradas no Quénia, antes, durante e após a mutilação ter ocorrido.






























Se chegaram até ao fim das fotos, só vos quero dizer que isto existe em Portugal, vindo através de comunidades emigrantes. Temos de fazer algo para acabar com isto!


Fonte: Fotos Retiradas do DailyMail

23 de dezembro de 2014

Aconteceu agora...

Estava eu há uns minutos atrás bem descansadinha a embrulhar os últimos presentes quando bateram à porta, era alguém que queria falar comigo.

Ao chegar à porta vejo um senhor muito idoso, todo curvado pelo peso da sua idade.

Reconheci-o. Tinha-o visto há algum tempo e falou comigo no seu pouco português.

Disse-me que as roupas que vestia (todas esfarrapadas) era a única coisa que ele tinha para vestir. Falou-me que a mulher estava em igual situação, também ela uma velhinha.

Disse-lhe para vir a minha casa eu tentarei arranjar algumas roupas.

Na altura ele pelos vistos não percebeu bem onde eu morava, veio hoje aqui.

As roupas eram as mesmas mas em pior estado ainda.

Contou-me com a ajuda de um interprete que andou muito tempo a pé, saiu de casa as 5 da manha e chegou as 10 e pouco (aqui sou mais duas horas do que aí).

Claro que me apressei a escolher roupas, algumas que estavam até a uso, mas não podia ficar indiferente a um pedido destes.

Nada paga a gratidão e o sorriso deste velhinho muito enrugado.

Disse-me ainda por último sem querer abusar da minha boa vontade, estava demasiado cansado para ir para casa de volta. Lá se arranjou uma solução.

Voltei para o quarto, vi aquela árvore cada vez mais apinhada de presentes...

Não sei o que vos diga sobre o que sinto, talvez uma impotência tão grande sobre estas coisas.

Estamos no Natal onde todos deveriam ter uma seia, um dia feliz e de paz, mas tantos milhões de pessoas vão passar esse dia com fome, doentes, com falta de tudo...

Sinceramente, vou muitas vezes além do que me é possível fazer.

Mas quando olho à minha volta, pouca solidariedade vejo, muitas das vezes quando peço ajuda (e acreditem que nunca para mim) são me dadas respostas, promessas ou esmolas para me calar.

O que acontece aqui, acontece em todo o mundo (aqui é mais extremo talvez), vamos lá tirar uns euros e doar qualquer coisa este Natal e ao longo do ano.

A fome não existe só estes dias.

Prevê-se um Natal muito frio e tantas pessoas vão dormir nas ruas. Estão a ver aquele cobertor velho guardado na garagem? Peguem nele e levem a um sem abrigo, eles não são marginas, a alegria que essa pessoa vai ter ao receber esse velho cobertor vai ser o vosso melhor presente de Natal.